Aqueles que dançam são considerados loucos pelos que não conseguem ouvir a canção
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quinta-feira, 25 de abril de 2013

O real poder da Bruxa



É importante refletir sobre o assunto, uma vez que a maioria das pessoas é levada à bruxaria por idéias enganosas. Muitas vezes estimulados pela ficção, que difunde de maneira exagerada o que acontece nos rituais. E ficamos com idéias glamourosas sobre a magia, mas a realidade não se parece com um clip da Lady Gaga.

Mais cedo ou mais tarde (geralmente mais cedo), as pessoas procuram meios de utilizar os conhecimentos que obtemos para obter aquilo que desejam. E qual o problema nisso? Não há problema nisso, mas é comum se enganarem no COMO fazer.

Primeiro que a parte religiosa não precisa necessariamente fazer parte disso para que haja sucesso. Existem e existiram muitos magistas que sabiam como se utilizar de forças diversas para facilitar determinadas situações em suas vidas, utilizando-se ou não de uma premissa religiosa. Seus livros são notáveis e de fácil obtenção com o advento da internet. Embora o esforço para obter as informações válidas para o objetivo específico possam trazer um trabalho maior do que fazer as coisas sem tal amparo.
Através dos anos pude observar como as coisas funcionam, e muitas vezes nos decepcionamos com os desfechos. Temos muitos desejos, alguns até bons, mas muitas vezes as coisas não saem bem como esperamos. Isso acontece pois nós não temos poder sobre as forças que evocamos, elas não estão sujeitas a nós, nós é que estamos sujeitos a elas. Ao realizarmos nossos rituais, comungamos com uma determinada energia, ela faz uma determinada transformação e se vai. Não temos como controlar que tipo de transformações são essas. Pude sentir isso bem forte estudando mantras, o mantra de Kali é totalmente incontrolável. De fato ao utilizá-lo os efeitos foram rápidos e vi coisas que eu queria manter mudarem, mas depois de um bom tempo pude ver que foram muito positivas essas mudanças. Então é de suma importância que ao mantermos o nosso trabalho, refletir sobre como essas energias podem atuar em nós e procurar manter a harmonia pois quanto mais equilibrados mais fácil lidar com as mudanças que nos aguardam.
Para quem já é iniciado e mantém o trabalho de culto com frequência, recomendo dar especial atenção na hora de montar o altar. Pois como canal de ligação com os deuses o que colocamos nele está ligado a como a divindade se manifesta e o que atraímos dessa forma.
Como foi dito em uma palestra sobre sacerdócio, "a verdadeira iniciação é concedida pelos deuses, isso pode acontecer muito antes ou depois da iniciação formal".

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Dia 2

O homem tem potencial para se tornar uma canção de amor, uma dança de amor, mas pouquíssimas pessoas, raríssimas pessoas transformam seu potencial em realidade. Nascem como sementes, quase todas morrem como sementes; sua vida permanece sempre uma longa experiência de futilidade.
Minha observação é que as pessoas vão aos templos, sinagogas e igrejas só por medo, não por amor. Sim, as pessoas mais velhas vão com maior regularidade porque tem mais medo da morte. Elas vão ao templo não porque descobriram algo de tremenda importância na vida, mas porque a vida lhes escorre pelos dedos e a grande escuridão da morte se aproxima. elas tem medo e querem algo que as proteja.
Ora, essas pessoas sabem que o dinheiro não vai lhes fazer companhia, seus amigos também não, suas famílias não as acompanharão. Por desespero, elas começam a se apegar a ideia de um Deus. Mas isso não ocorre por amor ou por gratidão. E um Deus nascido do medo é um Deus falso.
Todo meu esforço aqui é para abrir janelas para a existência, de modo que você não recorra a Deus por medo, mas pela experiência da beleza, pela experiência da criatividade, pela experiência do amor. E, quando uma pessoa passa por essas experiências, o contato é extraordinário, transformador. Um único contato vivo com a existência é suficiente - você nunca mais será o mesmo.

Extraído de: Meditações para a noite - Osho

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Prefiro proclamar abertamente aos homens, baseando-me no meu conhecimento da natureza, aquilo que lhes seja útil, ainda que ninguém o compreenda, a dar, sob caloroso aplauso da multidão, o meu acordo em tolices.

  Epicuro

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Os sete sábios cegos


do Folclore Hindu
Numa cidade da Índia viviam sete sábios cegos.
Como seus conselhos eram sempre excelentes, todas as pessoas que tinham problemas os consultavam.
Embora fossem amigos, havia uma certa rivalidade entre eles que, de vez em quando, discutiam sobre o qual seria o mais sábio.
Certa noite, depois de muito conversarem acerca da verdade da vida e não chegarem a um acordo, o sétimo sábio ficou tão aborrecido que resolveu ir morar sozinho numa caverna da montanha. Disse aos companheiros:
- Somos cegos para que possamos ouvir e compreender melhor do que as outras pessoas a verdade da vida. E, em vez de aconselhar os necessitados, vocês ficam aí brigando como se quisessem ganhar uma competição. Não agüento mais! Vou-me embora.
No dia seguinte, chegou à cidade um comerciante montado num elefante imenso. Os cegos jamais haviam tocado nesse animal e correram para a rua ao encontro dele.
O primeiro sábio apalpou a barriga do animal e declarou:
- Trata-se de um ser gigantesco e muito forte! Posso tocar os seus músculos e eles não se movem; parecem paredes…
- Que bobagem! - disse o segundo sábio, tocando na presa do elefante. - Este animal é pontudo como uma lança, uma arma de guerra…
- Ambos se enganam - retrucou o terceiro sábio, que apertava a tromba do elefante. - Este animal é idêntico a uma serpente! Mas não morde, porque não tem dentes na boca. É uma cobra mansa e macia…
- Vocês estão totalmente alucinados! - gritou o quinto sábio, que mexia as orelhas do elefante. - Este animal não se parece com nenhum outro. Seus movimentos são ondeantes, como se seu corpo fosse uma enorme cortina ambulante…
- Vejam só! - Todos vocês, mas todos mesmos, estão completamente errados! - irritou-se o sexto sábio, tocando a pequena cauda do elefante. - Este animal é como uma rocha com uma cordinha presa no corpo. Posso até me pendurar nele.
E assim ficaram horas debatendo, aos gritos, os seis sábios. Até que o sétimo sábio cego, o que agora habitava a montanha, apareceu conduzido por uma criança.
Ouvindo a discussão, pediu ao menino que desenhasse no chão a figura do elefante. Quando tateou os contornos do desenho, percebeu que todos os sábios estavam certos e enganados ao mesmo tempo. Agradeceu ao menino e afirmou:
- Assim os homens se comportam diante da verdade. Pegam apenas uma parte, pensam que é o todo, e continuam tolos.

Via 

quinta-feira, 24 de março de 2011

Lua linda Lua

Acho que todos, principalmente os pagãos, tem algum momento em que se deparam com a beleza hipnótica da lua. Sua cor e seu brilho, nos fazem pensar no valor desse mundo, e na energia que nos cerca. Mais do que uma simples pedra no céu, a lua nos convida a olhar para dentro de nós, dela e do mundo.

As fases da lua tem características muito interessantes, e é bom saber para aproveitar sua energia em prol de nossos objetivos mágicos. É importante uma diciplina para acompanhar o ciclo da lua, pois assim vc "internaliza" a energia da lua. Com isso vc se torna cada vez mais sintonisado com os ciclos da naturesa, e pode usufruir melhor de suas energias. O mais comum é a celebração de Esbath de lua cheia, poucos se aventuram a celebras as demais fases da lua, muitas veses por acreditar que essa ou aquela traz uma energia que "não é saudável". Bem vamos as características:
- Lua Cheia: Traz intuição e é boa para oraculos em geral. Deixa animado e energisado, bom para encantar baralhos. Para os novatos é a melhor lua para conhecer esse tipo de ritual, pois podem sentir melhor as energias que fluem. Basicamente é uma lua propícia a maioria dos feitiços;
- Lua Crescente: É especialmente vivaz, indicada para saúde e prosperidade financeira;
- Lua Minguante: Traz introspecção, sabedoria. è boa para meditações e exercícios relacionados a autoconhecimento. Também é indicada para nos "livrarmos" de algo;

- Lua Negra: Acontece dentro da lua nova, é o período sem o disco lunar. Essa lua fala sobre transformação, seu uso é muito indicado para exorcismos, banimentos. Tem um aspecto de renovação pois é onde as energias estão mudando, é onde podemos deixar coisas para trás e ir atrás do novo. Também fala em inovação, o renascer da energia.

No ciclo da lua podemos ver as diferentes faces da Deusa, bem como sua atuação em diferentes níveis na existência. É comum na wicca relacionar diferentes aspectos da Deusa com determinadas fases da lua. E a harmonisação com esse ciclo traz equilibrio mental e emocional para a vida das pessoas.
Prefiro não regeitar nenhuma das faces (mas sou humano e urbano logo não posso celebrar sempre todas as faces), mas compreender o que cada uma traz e me manter em sintonia com ela. Afinal a face da Deusa que me abraçou é a senhora da noite mais escura.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Um pouco sobre Lilith

São escassas as fontes que mencionam o nome Lilith. É certa a raiz suméria LIL que aparece na formação do nome de várias divindades assírio babilônicas e de espíritos maus, por exemplo Enlil, Ninhil, Mulil, Anlil.
Na tradição sumério-acadiana se conhece um deus Lillu que literalmente significa "parvo", irmão de Egime, a princesa dos me, do qual se tem poucas noticias. Na liturgia acadiana e mesopotâmica se apresentam preces e esconjuros apresentando os nomes de Lilitu, Lilu, como figuras malignas de demônios e potências malignas. Em 2000 a.c. parece que o nome se transformou também em Lilake; a propósito um historiador cita uma tabuleta suméria de Ur que conta a história de "Gilgamesh e o salgueiro".
Aqui Lillake seria também ela, uma figura feminina demoníacaque habita dentro do tronco de um salgueiro, que era religiosamente guardado pela Deusa Inanna, a Senhora do céu, equivalente à nossa Vênus (estrela celeste). Há uma etimologia hebraica difundida que faz derivar o nome da bíblica Lilith de "Layl" ou ainda "Lylah", ou seja "noite" no significado de espírito da noite.
Mas os autores modernos tendem a ligá-lo à sumeria "Lulu", que significa "libertinagem". Lilith seria pois um demônio noturno que excita a volúpia.
(Adaptado de: Roberto Sicuteri 'Lilith a Lua Negra)

O arquétipo sofre diversas transformações ao longo dos séculos. Falarei mais de Lilith em outras postagens.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Para escrever Amor nos braços dela


Algumas vezes todos nós nos esquecemos do sentido das coisas e do que realmente é importante em nossas vidas. Por isso precisamos algumas vezes de outras pessoas e novas experiências para que possamos nos relembrar do quanto somos agraciados e do que faz valer apena e vida.
Há quem persiga a felicidade sem compreender que ela nao é algo que se alcança. Bem como aqueles que tentam "fazer" felicicade.
Mas e o Amor? O que ele é e qual sua importância. Na minha comcepção o Amor é Deus, a própria causa da existência e o que traz sentido para a vida.
Faço minhas as palavras do sábio Osho:
"Lembre-se de que você é amor. A sociedade faz todo mundo se esquecer disso. A sociedade cria todos os tipos de condicionamento que não lhe permitem lembrar que você é amor.
Onde o amor está, Deus está. O amor é a fragrância da presença de Deus.
Lembre-se disso e destrua tudo o que a sociedade criou em você para impedi-lo de se lembrar de sua realidade. Somos feitos de amor e somos feitos para o amor."
E a sociedade frequentemente se esquece do valor do amor, e de como ele éimpoortante na qualidader de vida e saude das pessoas.
Por conta disso se formou um movimento: TWLOHA, To Write Love On Her Arms (Para Escrever Amor Nos Braços Dela), é um movimento sem fins lucrativos dedicado a apresentar esperança e fornecer ajuda para pessoas que lutam contra depressão, vícios, auto-mutilação e suicídio. Tudo começou com a tentativa de suicídio de uma menina que, após fazer cortes em seu pulso, escreveu "fuck up" (foda-se) nos braços com seu próprio sangue. Cinco dias após esse incidente, houve a decisão de reverter esse quadro e nasceu a campanha To Write Love On Her Arms, que é uma campanha a favor do amor e da vida, apoiada por várias pessoas, incluindo muitos famosos.
E você? Com que frequência se lembra do amor no dia dia?

quinta-feira, 3 de março de 2011

Ateísmo e agnosticismo


Essa postagem foi um pedido nos comentários.
Como eu mesmo nãop sou ateu, resolvi que precisava de uma fonte neutra. Por isso recorri ao dicionário.

Ateismo: Convicção de que Deus não existe. Ateu: Que ou o que nega a existência de qualquer divindade.

Assim como outras filosofias que ja foram moda, tem muitas pessoas que carregam o titulo só p coseguir algum tipo de estatus. Porém no Brasil o ateu sofre preconceito, logo as pessoas que o fazem por modismo querem ou parecer vitimas ou são céticos que gostam de confusão, atacando diversas religiosodades. Sendo é claro que existem aqueles que simplesmente não acreditam em nenhuma das religiões.

Vale também mencionar o agnosticismo: Qualquer doutrina que declara o absoluto inacessível ao espírito humano ou que considera vã qualquer metafísica ontológica.
O Agnosticismo muitas vezes descreve melhor as concepções de pessoas que se intitulam ateus. Mas esse termo é bem menos conhecido.

Independente das filosofias religiosas, nenhuma delas é desculpa para atos de intolerância e preconceito.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Igreja de Bruxaria e Wicca do Brasil

Eis que estáva lendo em recantos da internet. Me deparo com esse tema, que ja foi consumado. É uma intituição legal referente a bruxaria no Brasil, sendo o termo "Igreja" obrigatório por fins legais. Há uma ampla discussão referente ao tema e acredito que é de interesse de todos da comunidade.

http://www.ibwb.com.br/

Lembrando que também existe a Federação Pagã Internacional

http://www.sam.paganfederation.org/index.php?lang=pt

As discussões estão o correndo em fonuns do tema e em comunidades do orkut. Então, o que vocês acham?

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Ecologia, economia e Luto


Não vim falar de esperança.

Ocorreu hoje algo terrível aqui em casa. Estão contando a Mangueira aqui da frente. Não tão terrível assim? ...
Não bastasse minha oposição quanto ao corte da árvore ainda tive de ajudar retirando os pedaços da frente da casa e levá-los para trás. minha mãe alega que a arvore balança muito nas ventanias, argumentei sobre uma poda. Mas, a casa é dela e ela está pagando o serviço, e ela optou por cortar toda a arvore.
"É só uma arvore porquê tanto drama?" Não estou de luto por esta arvore. Neste dia me dou conta de que alguém em mim faleceu. Estou de luto pela criança interessada nas questões ambientais que havia em mim.
Ah eu me lembro, gostava das plantas e dos animais, e nunca achei graça em maustratos a qualquer um deles. Eu dizia que seria ecologista quando adulto. Mas não pude salvar nem a arvore daqui de casa (mundo cruel). Isso me leva a pensar, o que nós estamos fazendo?
Dia desses fui a praia, foi o sol mais insuportável da minha vida. Minha pele morena cheia de proteror solar (fps 30) não estava aguentando. Diziam q nossos bisnetos sentiriam o aquecimento global. Bobagem, estamos sentindo na pele. Clima cada vez mais extremo, secas e chuvas torrenciais. O Brasil que sempre foi considerado abençoado (a salvo de desastres), ja teve tornados no Rio de janeiro e em Minas Gerais, só p citar coisas alarmantes. Com o aumento da temperatura dos oceanos podemos esperar muitos mais.
É muito cruel isso. "Mas essa casa não é minha eu não posso fazer alguma coisa...". Sim, eu gostava do desenho do capitão planeta, quando ele ia embora deixava uma mensagem "o poder é de vocês". Isso significa que quem tem de salvar o planeta das ameaças somos nós. Não há super heróis para fazer isso por nós, não há. O trabalho é de formiguinha (reduzir, reutilizar, reciclar). Mas o próprio sistema faz comque fiquemos presos nessa teia que impede ações mais eficases para isso.
Estamos presos pelo medo de morrer de fome. Tudo requer dinheiro, e todos precisamos nos alimentar. Não vou me extender em um discurso comunista. Mas não conseguimos nos dedicar ao que se acredita muitas vezes ser o correto pelo simples e básico medo da fome, da necessidade. Além disso somos bombardeados com o marketing pró consumismo, onde a felicidade é ter os melhores produtos da moda. Não estou tentando fazer uma revolução, eu quero que a conciência estaja aberta.
Não falo de esperança, sou daqueles que acredita que ja não há como reparar os danos feitos pelo homem. Porque fazer algo então? Me sinto cumplice de um crime, o quanto se quer estar envolvido? Fazer parte ativamente da coisa?
Há quem diga que o homem é soberano da terra e dos animais. pois acho q precisva de alguém melhor, pois falhamos. O ser humano é como o cancer da Terra, destruimos outras especies, assim como nos mesmos.
Muitos se dedicam a causas diversas, lutando com a fome no mundo, doenças, educação, amparo a animais, meio ambiente. Todos esses são igualmente importantes. Há quem desdenhe do amparo aos animais, mas essa é uma causa para salvar o corpo dos animais e a alma do homem. Afinal devemos algo aqueles que sofrem por nossos atos. Mas a importância da causa ambiental é imensurável, pois todos os demais dependem disso. E como podemos constatar, o loginquo futuro terrível não está tão longe. Ainda que estivesse, o que estamos deixando para nossa descendência?
Não foi só uma arvore que foi cortada hoje, mas sim um pedaço da minha alma. Engaiolado no medo, no labrinto da sobrevivência só posso lamentar. E sentir saudades do que nunca fui de fato. Um defensor da Deusa Mãe. Mas a Terra sobreviverá, mas quanto a nós?

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Paganismo nas escolas


Sei que os frequentadores do blog são pagãos. Mas essa matéria é uma boa dica para professores que sejam seus amigos.

Você tem um aluno pagão
Um guia para educadores
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Pelo menos um aluno seu tem uma religião com a qual você pode não estar familiarizado. Este material tem o intuito de trazer informações que você pode precisar para compreender a experiência de vida diferente desse aluno, e responder algumas questões que você pode ter.
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Como é o aluno pagão?
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Por seguir tradições religiosas não dogmáticas, existe uma vasta gama de denominações dentro do paganismo. As mais comuns são a Wicca, o Druidismo, o Asatru, e aqueles que se denominam simplesmente pagãos. Do mesmo modo que você tem evangélicos neo-pentecostais, batistas, presbiterianos, católicos, ou simplesmente pessoas que se denominam cristãs, cada um com suas características, mas todos com características em comum.
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Graças a essa variedade, nem tudo que for dito será totalmente válido para todos os pagãos, mas engloba as características mais comuns, que podemos generalizar como pagãs; seu aluno ou os pais dele explicarão se alguma de suas práticas for diferente destas.
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Um aluno pagão pratica uma religião politeísta e baseada na natureza
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Um aluno pagão:
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- vai honrar a divindade como Deusas e Deuses, ou Deusa e Deus, às vezes com uma ênfase na face feminina da divindade; graças a isso, alunos pagãos buscam um tratamento de gênero igualitário, em todas as suas relações sociais;
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- vai ter celebrações religiosas de acordo com fases da lua (principalmente a cheia), sozinho ou em pequenos grupos, e cerimônias marcando o início e ápice das estações do ano, em grupos maiores. Essas celebrações podem ser chamadas de muitos modos: rituais, círculos, blots, esbaths, sabás, entre outros. Esses grupos, essas congregações de pagãos, podem ser chamados de covens, círculos, e outros, de acordo com as diferentes tradições. Nessas celebrações e no cotidiano, alguns dos objetos encontrados no altar pagão são estátuas ou símbolos dos Deuses, velas, cristais, varinha, punhal (sabendo que esse punhal de uso ritual não tem fio, sendo um símbolo, não uma ferramenta de corte), taças, caldeirão, incenso, e símbolos como a estrela de cinco pontas, chamada de pentagrama ou pentáculo.
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- pode usar símbolos religiosos como joalheria. Do mesmo modo que um católico usa uma cruz ou uma imagem de santo no pescoço, um aluno pagão poderá usar uma imagem de Deusa ou Deus, um nó céltico, luas crescentes ou cheias, o olho de Hórus (símbolo egípcio), o machado de lâmina dupla (vindo do culto grego), espirais e triplas espirais (chamadas triskeles), o martelo de Thor, o yin-yang (símbolo do Tao), animais ligados a Deuses, como o lobo, o corvo, o dragão, e, o mais comum, o pentagrama ou pentáculo (uma estrela de cinco pontas dentro de um círculo). A confusão do pentagrama com algum tipo de símbolo satânico vem do uso que satanistas fazem do pentagrama invertido (assim como invertem a cruz cristã). O uso do pentagrama pelos pagãos está fundamentado nos gregos Pitagóricos, que usavam a estrela simbolizando sabedoria e equilíbrio, e dentro do círculo, ligando isso à idéia de eternidade e unidade.
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- irá ver a Divindade como imanente na humanidade e na natureza, e verá todas as coisas conectadas umas às outras. Isso normalmente se traduz em um interesse pela ecologia e o ativismo, e uma fascinação pelos ciclos naturais.
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- irá acreditar em magia, mas não a mágica dos truques ilusionistas. Isso inclui crer em conceitos como o de campos de energia pessoal, como o conceito chinês de chi, e também inclui o uso de rituais e ferramentas para dramatizar e gerar um foco de pensamento positivo, e técnicas de visualização. (podemos comparar com as atitudes ritualizadas dentro de qualquer outro culto religioso). Isso não significa que o estudante pode mexer o nariz e limpar a sala, invocar espíritos ou demônios, ou fazer qualquer coisa que quebre as leis naturais, embora, como qualquer outra criança, ela possa desejar poder fazer essas coisas. Isso também não significa que o aluno possa enfeitiçar ou amaldiçoar, porque nossa estrutura ética acredita que as ações sempre retornam para quem as fez, e esse tipo de atitude é proscrita.
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- é quase certo que acreditará em reencarnação. Esta é crença mais comum entre todas as vertentes do paganismo, mas não é universal. De todo modo, seu estudante pagão não acredita no conceito de Céu e Inferno; ele irá acreditar em outros conceitos de "outro mundo", como a Terra do Verão céltica, o Valhalla, o reino honrado das religiões do norte da Europa, ou nos campos sagrados de algumas tribos indígenas, entre outros.
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- pode chamar a si mesmo Bruxo, Wiccano, Pagão, Neo-Pagão, Adorador da Deusa, Asatruar, Druida, entre outras definições. Palavras de conotação mais negativa, como feiticeiro, não são bem aceitas, pelo preconceito implícito nelas. E embora ele possa ou não se ofender com os estereótipos, ele provavelmente se apressará em dizer que as figuras de pele verde, nariz longo e curvo, caricatas, em cartazes de halloween ou livros de histórias não se parecem com ele ou sua família.Um aluno pagão é educado em uma ética que enfatiza tanto a liberdade pessoal como a responsabilidade pessoal.
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A ética pagã permite uma grande liberdade pessoal, desde que aliada a uma forte responsabilidade pessoal. A base primária para a ética pagã é a compreensão de que tudo está conectado, que nada que se faz deixa de afetar os outros, e que toda ação tem uma conseqüência. Não existe o conceito do perdão dos pecados no nosso sistema ético: as conseqüências de uma ação devem ser encaradas, e é necessário que haja uma reparação em relação a quem foi prejudicado.
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Não existem regras arbitrárias sobre questões morais; cada ação deve ser pesada em relação ao dano que poderia causar a alguém. Assim, por exemplo, a homossexualidade consensual não tem nenhum peso moral negativo, porque não prejudica ninguém, mas fazer "brincadeiras" com as características dos outros (como o bullying), será considerado muito errado, porque prejudica a integridade e a auto-estima daquele que está sendo vítima da "brincadeira".
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Um bom exemplo de como essas regras éticas são entendidas é a Lei Tripla da Wicca, que diz "tudo que fizer voltará para você três vezes."Um aluno pagão abraça o paradigma da diversidade.
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Como as religiões pagãs se enxergam como um caminho entre muitos, e não o único caminho para a verdade, e porque pagãos enxergam uma variedade de divindades em seus panteões, tanto masculinas quanto femininas, os pequenos pagãos crescem em uma atmosfera que desencoraja a discriminação de raça, gênero, etc, e incentiva a individualidade, a auto descoberta, e o pensamento independente.
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Também é provável que ele tenha aprendido religião comparada; a maioria dos pagãos tem como atitude não forçar suas crenças na criança, mas ensiná-las e apresentá-las também a outras crenças religiosas, permitindo que decidam quando tiverem idade para tal. De todo modo, um aluno pagão provavelmente não terá um conceito emocional de Céu e Inferno, ou salvação na visão cristã, embora ele conheça a respeito de um modo teórico.
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E um aluno pagão está acostumado a respeitar os textos sagrados de outras religiões, mas não a acreditar neles literalmente, quando conflitam com os conceitos científicos ou se propõem a ser a única verdade. Para um jovem pagão, os Vedas hindus, a Bíblia ou o Tao Te King tem o mesmo valor, e merecem o mesmo respeito. O que não significa que ele terá suas crenças fundamentadas em nenhum deles, e irão esperar o mesmo respeito à suas crenças, que devotam à crença dos outros.
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É provável que um estudante pagão aprecie leitura, ciências e profissões humanistas
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Margot Adler, publicou na edição de 1989 de seu livro Drawing Down the Moon, uma pesquisa sobre o perfil dos pagãos. O resultado mostra que uma das coisas que os pagãos tem em comum apesar de suas diferenças é um voraz apetite pela leitura e o aprendizado. Pagãos também estão muito representados na área de informática e no campo de saúde/cuidado. Crianças pagãs tendem a ter familiaridade com computadores desde cedo. *
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Apesar de suas crenças serem muitas vezes incompreendidas, as religiões voltadas para a terra tem crescido nas últimas décadas, e geram grande satisfação espiritual em seus praticantes. Com a atual corrente de apreciação da diversidade e a tolerância, mais pessoas agora compreendem que as diferenças entre raízes culturais trazem perspectivas que devem ser valorizadas e não temidas.
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Nossa esperança como educadores é que este material providencie informações para que você possa compreender melhor seus alunos pagãos.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Astrologia e outras bobagens

Primeiro post do ano (no segundo mês, eu sei, mas ñ deixadei as moscas novamente), como ocasião especial, escolhi um tema que está na grande mídia.
Neste blog tem uma matéria + elaborada sobre o tema:http://www.deldebbio.com.br/index.php/2011/01/24/o-novo-signo-do-zodiaco-not/#more-4567

Astrologia nada tem haver com horóscopo, espero q levem isso a sério e desconsiderem o q se vê por ai referente a signos. O deslocamento das constelações não é de hoje e os astrologos trabalham baseado nisso. Cada uma das casas zodiacais não é isolada da outra. Ou seja quand no período transitório entre elas as características se misturam.
Outro mito é refente a influência dos planetas. Não é o planeta que te influencia, o mapa astral é como um relógio, onde os astros nos mostram como a energia está. Assim como o tempo não está contido no relógio essas forças não estão contidas nos planetas.
O mapa astral é uma boa ferramenta de auto conhecimento que pode ser utilizada para que vc se aprimore. Um horóscopo é inútil. Para os que se interessam pelo tema, busquem litaratura relacionada. Boa sorte nos estudos.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Mais um pouco...

Vou postar links para vídeos relacionados com a ultima aula.
Kali
http://www.youtube.com/watch?v=MnD4WZRn7aE&feature=related
Durga
http://www.youtube.com/watch?v=4UlC7c7VUxA&feature=related
Lakshimi
http://www.youtube.com/watch?v=sipJGeSvcs0&feature=related
Gayatri (p quem ainda ñ aprendeu)
http://www.youtube.com/watch?v=eYnfrlprE2M
Diferentes manifestações
http://www.youtube.com/watch?v=qDZRpByxVog&feature=related

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010


Diariamente, adore seu/sua Deus(a) pessoal
Com oferendas, preces e incenso perfumado
Dê seu coração ao seu Deus/sua Deusa,
Pois Ele/Ela foi o/a Escolhido/a para ser seu Deus/sua Deusa pessoal.
Preces, súplicas, erguer a mão num cumprimento,
Tais atos deves ofertar a cada manhã
Para que seu poder seja maior,
E desta maneira você, através do seu Espírito Protetor, ter enorme sucesso.

Prvérbio balilônico

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Nós não heramos essa terra de nossos antepassados


mas tomamos emprestado de nossa descendência.
Nossos escolhas e atitudes ecoam pelo mundo, se espalham, ora se fortalecem, ora desaparecem. o quê temos ddado a esta terra? O que temos cultivado para o futuro?
...Empurrar e puxar, o ir e o voltar...
O quê estamos fazendo?
O protocolo de Kioto é uma piada, nem de longe resolve ou atenua os problemas, mesmo assim muitos países tem dificuldade (ou má vontade) para seguir.
Onde viverão nossas futuras gerações?
Talvez não vejamos as maiores catastrofes da natureza (mas ja estamos vivênciando muitos "sustos"), nem as grandes crises causadas pela poluição dos oceanos (que sustentam a vida nesse planeta), a famosa crise da água. Talvez não vejamos.
Mas
e nossos filhos?
e os netos?
Onde viverão? Conhecerão as espécies que nos deslumbraram?
Talvez
Mas acredito que nos tempos de hoje, é que faz mais sentido uma certa parábola de um homem que conheceu a verdade

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Decisões


Esses dias sem postar foram importantes para redefinir minhas prioridades com isso aqui. Estou com um probleminha com meus navegadores (atualização do firefox bugada e os demis bem lentos), q somada ao muito trabalho não me deixam muito espaço para as postagens.
Portanto encerro a parte de estética nesse blog. Embora ambas as partes sejam importantes na minha vida (carreira e espiritualidade) e nossas vidas por vezes nos leva a caminhos inesperados, não cabe essa discrepância para que os assuntos sejam devidamente tratados, discutidos e divulgados. Talvez eu faça um blog para falar só disso, ou não.
Gosto de minha profissão, muito. Mas esse meio, esse mundo, é o da moda. Onde parecer é por vezes mais importante. O superficial vem primeiro. Não que se cuidar e se sentir bem não sejam importantes. Mas eu acho que ninguém é mais feliz por uma bolsa de 8.000 reais.
Eu tenho a intenção de mudar de profissão no futuro, fazer pisicologia. è um mercado difícil, mas minha profissão atual sempre pode me garantir o sustento.
Mas eu quero embelezar as pessoas por dentro, mostrá-las seu potencial, colocá-las na sua responsabilidade.
Eu quero lidar com a essência.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Ego e egoísmo


Quando eu disse que faria uma pequena série sobre o egoísmo humano, seria como um tapa buraco para as postagens, mas me empolguei e supri em um dia as postagens com os tópicos correspondentes. Mas esse é um tema que exige nossa atenção, e antes de falar pessoalmente sobre isso vou deixar duas histórias marcantes sobre o tema.

o rei de Bagdá costumava dar uma volta pela cidade em seu belo cavalo, só para ver como estavam as coisas — é claro que ele ia disfarçado, e não como rei —, assim ele podia ver como era a realidade. Se ele fosse como rei, então ele veria apenas o que era bonito e a ele não seria mostrada a face verdadeira das coisas — ele veria somente a máscara.
Todos os dias ele via um homem, um homem muito velho, talvez com mais de cem anos, trabalhando no jardim, plantando mudas, mas essas mudas não eram de plantas ornamentais. Se fossem flores ornamentais não haveria nenhum problema. Mas eram mudas de cedros do Líbano, que crescem trinta metros, sessenta metros de altura, quase tocando as estrelas, e eles levam centenas de anos para atingir essa altura. Eles vivem mil anos, dois mil anos, três mil anos e são umas das árvores mais bonitas.
O rei ficou perplexo porque aquele velho, que estava com cem anos, não poderia nem mesmo ter esperança de ver a próxima primavera. Suas mãos estavam tremendo, ele era tão frágil, a qualquer momento a morte poderia levá-lo embora. E por que ele estava plantando aqueles cedros? Ele não os veria crescer, não os veria chegar à fase adulta, não veria a beleza deles quando eles começassem a tocar as estrelas.
Por fim, foi impossível para o rei a resistir à tentação. Um dia ele parou seu cavalo, foi em diração ao velho e disse: "Eu não deveria interferir em seu trabalho, mas eu não posso resistir à tentação."
O velho respondeu: "Não há nada com que se preocupar, meu filho. Você pode perguntar o que quiser."
O rei disse: "A minha pergunta é: você nunca será capaz de ver essas árvores tornarem-se adultas, você terá ido muito antes disso ...."
O velho falou: "Isso é verdade."
O rei disse: "Você sabe que é verdade e ainda assim você continua fazendo isso?"
O velho disse: "Se meus antepassados não tivessem plantado as sementes — basta ver do outro lado do meu jardim os altos cedros Líbano — eu nunca os teria visto. Se os meus antepassados não tivessem sido tão generosos com as crianças que ainda não conheciam, que ainda estavam por vir, que seriam os visitantes, que seriam os hóspedes.... Ainda assim eles trabalharam duro e criaram essas árvores monumentais. Olhando essas árvores eu reuni coragem e trabalhei duro, porque certamente eu não verei o belo crescimento, mas alguém verá. Meus netos, ou talvez até mesmo os filhos deles, poderão ver quando elas chegarem a sua glória plena. É o suficiente para que eu não seja desleal com meus antepassados. Se eles puderam confiar no futuro, no hóspede desconhecido, eu também posso confiar. "

A Segunda história é atribuída a Sidartha Gautama (O Buda): "Uma família estava fazendo uma peregrinação, era o pai a mãe e o filho. Eles caminharam longamente até que encontraram um deserto, e souberam que seria um deserto bem grande onde teriam poucos recursos. Analizando a situação chegaram a conclusão de que poderiam atravessar o deserto mais tranquilamente se matassem o filho e o comessem durante a viagem. E assim o fizeram, e puderam atravessar o deserto."

Sim, a segunda história é horrível. Mas ele queria realmente chocar as pessoas com essa parábola. Nas duas temos a mesma moral, de que as futuras gerações sofrerão as consequências de nossos atos, boas ou ruins (sendo mais subjetiva na segunda parábola). Em outro post discuto mais essa história.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Emos e outras coisas ainda piores


Muito embora o título do post, não venho por meio deste falar mal dessas bandas nem da vergonha alheia causada por essa nova geração.
Como os que me conhecem podem dizer eu não gosto e sacaneio essas bandas (parei de sacaneá-lás para zuar só crepúsculo). Mas hoje eu não venho aqui para isso.
Como eu disse em uma postagem anterior o que eles fazem de suas vidas é inteiramente um problema deles. Basicamente isso encerra a questão.
Há na internet alguns vídeos atacando tais grupos, mas por quê? O quê nos tornou tão mais violêntos? Afinal Bandas com letras vazias e vizuais moderninhos (que as garotas gostam, e os garotos chaman de viadinhos) sempre existiram. Pessoalmente eu adoro vizuais alternativos e provocantes. Embora ache essa nava geração de péssimo gosto, é o momento deles (assim como muitas pessoas sentem vergonha dos cabelos e roupas do passado).
Que dificuldade é essa de nossa sociedade em deixar o caminho do outro em paz?

Ps: clique na imagem p ampliar, vale apena!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Pensar em si mesmo é o bastante


Hoje estou afim de escrever...
Baseado em uma postagem de um amigo meu, venho lembrando das coisas que mudamos por causa dos outros. Mas quem são os outros? por que devemos satisfazer seus anseios? Com o tempo aprendemos que somente nós mesmos podemos fazê-lo, e que o outro nada tem haver com o nosso dever. Isso não é sobre egocentrismo, mas quero falar aqui sobre a culpa e o preconceito. Vejo quase todos os dias as pessoas se limitando pelo que os outros possam dizer ou fazer (eu inclusive), mas a pergunta é, "quem é o responsável por nossas vidas?". Minha dica é que nunca é dos outros, mas também somos influenciados de maneiras mais sutis, por nosso instinto de repetir para ser aceito. Vejam essa parábola que foi dada como exemplo por Osho:

"Aconteceu que Akbar, um dos maiores imperadores da Índia, tinha construído um belo tanque. Ele estava trazendo os cisnes mais belos do maior lago do mundo, Mansarovar, no Himalaia. Os maiores, mais brancos e mais belos cisnes nascem apenas nesse lago.
Para o tanque de seu palácio, ele fez um lago muito grande, para que os grandes cisnes não se sentissem presos. O tanque era quase um lago, grande o bastante para que os cisnes pudessem ter liberdade.
Ele estava admirando a construção do tanque, que foi feito inteiramente com mármore branco. Seu primeiro ministro disse: "Ficamos sabendo que amanhã os cisnes virão. Como forma de dar-lhes as boas-vindas, devemos encher o tanque com leite, e não com água. Mais tarde, é claro, teremos de trocar por água; mas, para as boas-vindas, no primeiro dia..."
Akbar disse: "Mas de onde pegaremos o leite?"
O primeiro ministro disse: "É fácil. Só temos de informar toda a capital de que o jardim do imperador está recebendo os cisnes. E como forma de dar as boas-vindas a esses cisnes do Himalaia, ele quer que o seu tanque, pelo menos no primeiro dia, fique cheio de leite. Todos na cidade deverão trazer um balde de leite."
A capital era grande, e se todas as pessoas trouxessem um balde de leite, o tanque ficaria cheio. E quem não atenderia a esse pedido? Na verdade, era uma alegria unir-se ao imperador na recepção dos cisnes do Himalaia — uma espécie tão rara.
O imperador ficou muito feliz. Mas, no dia seguinte, uma grande surpresa assolou todo o palácio, porque o tanque todo estava cheio de água. Todos na cidade pensaram: "Apenas um balde de água quando existirão milhões de baldes de leite — quem vai perceber? Só é preciso ir um pouco cedo, quando ainda estiver escuro." Então todas as pessoas foram um pouco cedo, quando ainda estava escuro e todos despejaram água, acreditando que todas as outras pessoas despejariam leite."

Acredito que esse exemplo mostre bem o que acontece. "Se só eu fizer, de nada adiantará, então por que fazer?". Bem, somos côncios, e temos nossas responsabilidades, por isso basta pensar em nós, basta pensar no que devemos ter em nosso balde.