Aqueles que dançam são considerados loucos pelos que não conseguem ouvir a canção

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Eu não faço ideia do que estou fazendo.

Deveria haver uma palavra que exprimisse essa sentença. É um sentimento que vira e meche eu (acredito que todos) nos deparamos, em algumas épocas inclusive é bastante recorrente.
Por que nos tornarmos finalmente responsáveis pelo nosso destino envolve muito mais fatores do que de fato estamos acostumados a considerar. Em algum momento vamos perceber que ainda não tínhamos pensado suficiente nos fatores que moldam a realidade à nossa volta. Acabamos fazendo muito no automático, sem questionar, pelo hábito ou por orientação. E o trabalho para definis nosso destino começa muito antes de nos darmos conta de que estamos construindo os dias vindouros.
Chegou finalmente o dia em que sinto falta da infância, não precisar resolver as coisas. Acho que é a única coisa que realmente sinto falta nessa época, a responsabilidade não é nossa. Eu sempre quis a responsabilidade e eu a abraço junto a toda consequência que isso implica. Isso é liberdade.
Porém ser responsável cansa. Ser forte cansa. E lutar cansa.
Sim, lutar. Tornarmo-nos cônscios e responsáveis nos faz ver quantas lutas existem e a necessidade delas. Escolhi as frentes para lutar e segui buscando o direito a existência. Para me desesperar depois com minha geladeira ruim.
Todas essas coisas tem feito parte de minha vida. Mas como disse no título eu não faço ideia do que estou fazendo.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Caminho

Fazer pensamento e palavra escrita entrarem em sincronia me é uma tarefa árdua. Pensamentos tão soltos e muitas vezes incontroláveis não combinam com as palavras tão escolhidas, pensadas, medidas. Improvisar um discurso me é muito mais simples que escrevê-lo.
Poemas são fascinantes. Embora eu algumas vezes consiga sentar e simplesmente escrever um poema ou escolher um tema para transformar em verso. Considero como meus verdadeiros poemas aqueles que vem espontaneamente e sobre o qual tenho pouco ou nenhum controle. São como um espirro ou um comichão, eles vem e se vão por sua própria natureza.
Os contos embora eu ame ler e tenha uma relação por conta do RPG, me é muito difícil concluir uma narrativa. Tanto as que joguei quanto as que coloquei no papel (é adequada essa expressão nesses tempo em que jogamos palavras para a tela?).
Sempre amei muito a fantasia, porém minha relação com ela mudou muito nos últimos anos. Filmes e livros com essa temática já não me fascinam como outrora, tendo que ser muito interessantes e me cativar de verdade para que eu os leia/assista. Não sei se é a idade ou se foi minha vivência mesmo (tornar-me de fato um bruxo me fez encarar esses temas de uma forma muito diferente), mas me empolga bem mais as narrativas críveis e com personagens emocionalmente complexos.
Escrevo tudo isso para ter uma referência. Estou em busca do meu caminho dentro da literatura, tanto para ler quanto para escrever. Estou redescobrindo o que gosto de ler e ainda não sei muito bem o que escreverei. Estou eu novamente iniciando uma busca.
Sou eu novamente o Arcano Zero.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Quase um ano se passou do dia da minha última postagem. Minha vida mudou muito e tantas coisa aconteceram e estão acontecendo.
Tantos caminhos se abriram, mas o que me faz escrever aqui é justamente a escrita. Me peguei novamente escrevendo poemas, comecei fanfic, escrevo histórias para meus personagens de RPG. Ainda sou muito ruim nisso, é muito difícil para mim transformar os pensamentos em palavra escrita. Mas é tão divertido quanto difícil e se tornou um desafio que gosto muito. Como tantas outras coisas na vida não é natural, é uma habilidade que deve ser treinada. Então vou novamente utilizar este espaço, dessa vez ainda mais despretensiosamente, para praticar.
Então o Arcano volta ao Zero, a potencialidade mais absoluta.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

"Consciência Humana"



Por favor parem de falar em consciência humana. Sério, não é bacana. Gostaria muito que as lutas não fossem necessárias, mas...

Somos todos humanos, mas ainda é a população jovem negra que mais morre no país. A população negra é o grupo que recebe os menores salários.
Sei que existem brancos pobres. Mas até quando um estilista fez uma coleção inspirada na África não havia nenhuma modelo negra. Quando um homem branco, jovem e de olhos claros foi encontrado em situação de rua gerou comoção. Como quem diz que ali não é o lugar dele, como se fosse lugar para alguém. As portas geralmente estarão fechadas para a negritude. Nem vou falar em alizar os cabelos, pois seria um assunto muito longo.

Somos todos humanos, mas numa banca de jornal do Brasil (com 51% de negros e pardos) você provavelmente não verá um negro numa capa de revista (que não seja a raça). E na principal novela, do principal meio de comunicação não havia nenhum personagem negro, que acabou surgindo pelos questionamentos feitos ao autor.Então sim, precisamos de um dia de consciência negra. Para conhecermos nossa história e luta, para celebrar nossa negritude.
Quando você fala na tal "consciência humana", na verdade você está esvaziando a luta e ajudando a manter o sistema atual. Que para surpresa de muitos não é, nem foi nada justo.
Se quer falar em consciência humana, que seja para falar em justiça para todos, e não para deslegitimar as lutas.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

O real poder da Bruxa



É importante refletir sobre o assunto, uma vez que a maioria das pessoas é levada à bruxaria por idéias enganosas. Muitas vezes estimulados pela ficção, que difunde de maneira exagerada o que acontece nos rituais. E ficamos com idéias glamourosas sobre a magia, mas a realidade não se parece com um clip da Lady Gaga.

Mais cedo ou mais tarde (geralmente mais cedo), as pessoas procuram meios de utilizar os conhecimentos que obtemos para obter aquilo que desejam. E qual o problema nisso? Não há problema nisso, mas é comum se enganarem no COMO fazer.

Primeiro que a parte religiosa não precisa necessariamente fazer parte disso para que haja sucesso. Existem e existiram muitos magistas que sabiam como se utilizar de forças diversas para facilitar determinadas situações em suas vidas, utilizando-se ou não de uma premissa religiosa. Seus livros são notáveis e de fácil obtenção com o advento da internet. Embora o esforço para obter as informações válidas para o objetivo específico possam trazer um trabalho maior do que fazer as coisas sem tal amparo.
Através dos anos pude observar como as coisas funcionam, e muitas vezes nos decepcionamos com os desfechos. Temos muitos desejos, alguns até bons, mas muitas vezes as coisas não saem bem como esperamos. Isso acontece pois nós não temos poder sobre as forças que evocamos, elas não estão sujeitas a nós, nós é que estamos sujeitos a elas. Ao realizarmos nossos rituais, comungamos com uma determinada energia, ela faz uma determinada transformação e se vai. Não temos como controlar que tipo de transformações são essas. Pude sentir isso bem forte estudando mantras, o mantra de Kali é totalmente incontrolável. De fato ao utilizá-lo os efeitos foram rápidos e vi coisas que eu queria manter mudarem, mas depois de um bom tempo pude ver que foram muito positivas essas mudanças. Então é de suma importância que ao mantermos o nosso trabalho, refletir sobre como essas energias podem atuar em nós e procurar manter a harmonia pois quanto mais equilibrados mais fácil lidar com as mudanças que nos aguardam.
Para quem já é iniciado e mantém o trabalho de culto com frequência, recomendo dar especial atenção na hora de montar o altar. Pois como canal de ligação com os deuses o que colocamos nele está ligado a como a divindade se manifesta e o que atraímos dessa forma.
Como foi dito em uma palestra sobre sacerdócio, "a verdadeira iniciação é concedida pelos deuses, isso pode acontecer muito antes ou depois da iniciação formal".