Aqueles que dançam são considerados loucos pelos que não conseguem ouvir a canção

terça-feira, 11 de maio de 2010

Música, como controlar nosso humor


Estava eu bem mau humorado, me recuperando de um domingo conturbado. Eis que Hoje me lembrei que as músicas que tenho no pc da Isabela Taviani sempre me animam. Vou ouvindo até chegar na "Quero mais é te perder", nossa! Uma sensação de libertação dequeles sentimentos passados, deu até um alívio. Vou colocar a letra para que tirem suas conclusões.

Olha bem, já passamos a chave
Ninguém sai, ninguém abre
eu te sobro, e você não me cabe
Olha bem, nossos passos mal dados
Nosso peito acuado
Hoje quer infartar
Olha bem, a tristeza é agora
Um dia o amor perde a hora
Ontem ele deu, hoje ele esmola
Olha bem, nossas bocas malditas
cospem fogo e saliva
ai de quem se atrever a calar
Ar, quero ar pra beber!
quero sangue correndo, pulsando, fervendo
e queimando você
Mais, quero mais é te perder!
que uma onda te leve, te afogue e te entregue a quem for
Mas lhe faça desaparecer

Olha só, vou me embora pra não ficar pior
Os meus restos embrulhe dê um nó
queime tudo ou deixe virar pó
Ouça bem o que eu falo abra a porta
Agua na seca não brota
dos nossos olhos transborda

Entenda sim, não há amor quando há nada
Ninguém perdeu se empata
Tentemos nova tacada
Olha que horror!
eu que já fui sua amiga
Hoje sou a bandida
que não lhe quer nem roubar

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Os Mochos


Sob teixos negros onde habitam,

Os mochos estão em fileiras,

Tal como deusas estrangeiras,

Dardejam o olhar rubro. Meditam.


Imóveis permanecerão

Até o minuto agonizante,

Em que vencendo o sol rasante,

Finalmente as trevas virão.


Sua atitude ao sábio ensina

Que se deve fugir à sina

Da mudança que nos condena.


O homem que tudo faz mudar

Leva por tudo e sempre a pena

De haver mudado de lugar.


Charles Baudelaire, As Flores do Mal

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Pensar em si mesmo é o bastante


Hoje estou afim de escrever...
Baseado em uma postagem de um amigo meu, venho lembrando das coisas que mudamos por causa dos outros. Mas quem são os outros? por que devemos satisfazer seus anseios? Com o tempo aprendemos que somente nós mesmos podemos fazê-lo, e que o outro nada tem haver com o nosso dever. Isso não é sobre egocentrismo, mas quero falar aqui sobre a culpa e o preconceito. Vejo quase todos os dias as pessoas se limitando pelo que os outros possam dizer ou fazer (eu inclusive), mas a pergunta é, "quem é o responsável por nossas vidas?". Minha dica é que nunca é dos outros, mas também somos influenciados de maneiras mais sutis, por nosso instinto de repetir para ser aceito. Vejam essa parábola que foi dada como exemplo por Osho:

"Aconteceu que Akbar, um dos maiores imperadores da Índia, tinha construído um belo tanque. Ele estava trazendo os cisnes mais belos do maior lago do mundo, Mansarovar, no Himalaia. Os maiores, mais brancos e mais belos cisnes nascem apenas nesse lago.
Para o tanque de seu palácio, ele fez um lago muito grande, para que os grandes cisnes não se sentissem presos. O tanque era quase um lago, grande o bastante para que os cisnes pudessem ter liberdade.
Ele estava admirando a construção do tanque, que foi feito inteiramente com mármore branco. Seu primeiro ministro disse: "Ficamos sabendo que amanhã os cisnes virão. Como forma de dar-lhes as boas-vindas, devemos encher o tanque com leite, e não com água. Mais tarde, é claro, teremos de trocar por água; mas, para as boas-vindas, no primeiro dia..."
Akbar disse: "Mas de onde pegaremos o leite?"
O primeiro ministro disse: "É fácil. Só temos de informar toda a capital de que o jardim do imperador está recebendo os cisnes. E como forma de dar as boas-vindas a esses cisnes do Himalaia, ele quer que o seu tanque, pelo menos no primeiro dia, fique cheio de leite. Todos na cidade deverão trazer um balde de leite."
A capital era grande, e se todas as pessoas trouxessem um balde de leite, o tanque ficaria cheio. E quem não atenderia a esse pedido? Na verdade, era uma alegria unir-se ao imperador na recepção dos cisnes do Himalaia — uma espécie tão rara.
O imperador ficou muito feliz. Mas, no dia seguinte, uma grande surpresa assolou todo o palácio, porque o tanque todo estava cheio de água. Todos na cidade pensaram: "Apenas um balde de água quando existirão milhões de baldes de leite — quem vai perceber? Só é preciso ir um pouco cedo, quando ainda estiver escuro." Então todas as pessoas foram um pouco cedo, quando ainda estava escuro e todos despejaram água, acreditando que todas as outras pessoas despejariam leite."

Acredito que esse exemplo mostre bem o que acontece. "Se só eu fizer, de nada adiantará, então por que fazer?". Bem, somos côncios, e temos nossas responsabilidades, por isso basta pensar em nós, basta pensar no que devemos ter em nosso balde.

terça-feira, 4 de maio de 2010

13° Arcano A Morte


Procurei aleatóriamente sobre qual arcano iria falar hoje. Qual minha surpresa so ver o arcano mais deturpado (e um dos meus favoritos também), muita responsabilidade nessa postagem, espero que aproveitem.

A aparição dessa carta faz os leigos tremerem, seu simples nome ja causa transtornos (por muito tempo essa carta permaneceu sem o nome inscrito).
A esta carta é atribuido o signo de escorpião ("eu desejo"). A palavra que melhor descreve seus efeitos é "transformação". Ou seja, ela ñ é necessariamente má ou boa, porém ela implica em uma tranformação profunda, o que pode não ser agradável.
Ela também mostra a necessidade de refletir e meditar. Esse não é um significado direto, mas se chegou ao ponto de precisar fazer uma transformação tão intensa é bom ver como você anda levando a sua vida. É preciso dicernimento para saber o que mudar, para que e como.
Por isso que é minha carta favorita, leva a refletir sobre o que é realmente importante. E convido você a refletir sobre isso, o que realmente importa na sua vida.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Poema para descontrair


Neste ritmo lento te carrego entre as flores
Que de tão perfumada usurpam quais quer das dores
Tão afeitas ao suplício demasiado sufocante
Mas vivo por fazer parte do universo extasiante
Do qual fazemos parte, no qual vertemos arte
De forma tão sencera quanto qualquer baluarte
Que se diga artista ou coisa parecida
E só veja lucro na sorte merecida;
Neste chacoalhar lento transformo a parte em todo,
Não há núcleo dividido, é tudo o mesmo lodo,
Tudo coisa só;
Nele testamos artes misturadas com artes,
Saturnos, Uranos, Mercúrios e Martes,
Todo o universo em um só

Naaman